Bem Vindo!

Ler é mais que decifrar códigos linguísticos...
É ver o que mais ninguém vê...
Ler é viver, é sonhar, é renascer
A cada amanhecer...
Ler é um encontro com a realidade dos sonhos
Descobrindo a cada segundo
Um mundo novo, escondido ao nosso redor...

sábado, 23 de julho de 2011

Alucinação

ALUCINAÇÃO


Não importa o que irão falar sobre mim
Sou livre para sentir
E você também deve ser...

Esqueça o amanhã antes que a
Hora morta chegue ao fim
Sinta o toque das minhas mãos
E voe sobre as cordilheiras do desejo...

Não tente controlar o incontrolavel
Deixe que seu corpo responda
A pergunta da razão...

Amanhã quero acordar nos
Braços da loucura
Para ser feliz desde sempre...

Olhe no espelho...

Estou em seu olhar
E você está na lagrima que
Responde a minha razão...

E o que importa...
Eu quero sentir teu sabor
Ao ritmo da bateria do Metálica...

Hoje, amanhã... apenas lágrimas

Morra então, porque não tenho medo
Do amanhã!

Vivo hoje!

O que importa é o agora
Se estará comigo ou não
A decisão é sua

Apenas abrirei os braços
E do alto do penhasco
Viverei a alegria do seu abraço

E não importa a lágrima
O seu beijo me levará
Ao sono da eternidade.


--
Gheysa Daniele

sábado, 16 de julho de 2011

MAR DO JAPÃO

Mar do Japão

Vejo o sol-poente do alto
E sinto minh'alma ser levada 
Para junto do firmamento
Dentro de mim a certeza do nada...

O vento desalinha meus cabelos
Minha lágrima se mistura ao sal do mar
Em meu olhar o seu olhar perdido

Já não sei o que é certo ou se haverá amanhã
Tenho vontade de ficar e partir
Desejo o acalanto do saber
Mas a certeza do incerto vem me tirar a razão

Como o mar descobriu que agora
O saber faz morada em meu coração?

Quero o soneto da hora morta
Mas se não deixares...
Vá até o penhasco lá encontrará
O mar do Japão dentro de mim.


Gheysa Moura

quinta-feira, 7 de julho de 2011

OLHE O INEXISTENTE

Olhe o Inexistente

Não me ensine a ler porque não quero!
Prefiro ignorar a realidade
É melhor viver semi-analfabeta
Que sofrer com a falta de fé.

Esqueça que um dia me viu atravessando o mar!

Olhe as cores do jardim
Sinta o sol beijar-lhe a face
Minh'alma não está no momento
Ela partiu de olhos fechado 
Agora, olhe o inexistente
É onde estou.

Gheysa Moura

terça-feira, 5 de julho de 2011

SUICÍDIO

SUICÍDIO

A tarde langorosa recorda os ais de outrora
Esquecido no alpendre o olhar da ilusão
Dias perdidos no relógio inerte da dor
Entre brumas o brilho da lâmina
Fascina o destraido palhaço.

Dúvida...

Nada compara o prazer da pobre
Alma suicida apaixonada pela vida ao
Encontrar o silêncio as margens da razão
Inóspita que brinca de ser razão
Consciente de que não existe razão.

Segue o vento...

Descobri-se a existência do nada.


--
Gheysa Daniele

terça-feira, 10 de maio de 2011

MENESTREL

Menestrel

Olha...

Talvez seja apenas o éter utilizado
Para embalsamar o sorriso de uma
Pobre atriz que não sabe mais
Distinguir entre a verdade e a ilusão
Fazendo a simples felicidade de ser mestre
Algo perigoso que pode levar a um triste final...
Não passa da trágica comedia do menestrel...
Vê as cores da destruição inverídica?
Não podes ver, não sabes quem é o pintor...

--

Gheysa Daniele

sexta-feira, 11 de março de 2011

Quase Morte

Agora sinto o que não sei explicar
Olho por entre os destroços do nada
Encontro o que um dia foram lagrimas
Espero...
Um dia havia riso, um dia foi tristeza
São tantas inas que nem sei mais
O que significa...
Preciso abortar isso de mim!
Senhor perdoe-me mas prefiro não sentir
Um dia quem sabe, a carruagem fúnebre
Tenha misericordia desta pobre alma...

Gheysa Moura


sexta-feira, 29 de outubro de 2010

AMADINHO

 AMADINHO

Queria eu saber usar das palavras como
Quintana e tirar da cartola o coelho
Transformando o simples em magia
Olhando flores em jardins de esperança
Ouvindo a música do silêncio
Aonde a infelicidade se faz feliz
Ah!
Tempo, vento, tempo
Leve-me até o fim
Mesmo que minha voz não possa ir
Escuridão já não existe
Se as labaredas do entardecer
Anunciarem a chegada da loucura.


--
Gheysa Daniele

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

SUA VOLTA

SUA VOLTA

Quando nos separamos?
Em minha lembrança existe apenas
O calor do seu corpo junto ao meu
Olho para o firmamento e vejo
Um misto de verdade e mistério
Seguindo a esmo
Mas certa de onde irei chegar
Não importa a profundidade
Do mar, meus pés estão
Firmes caminhando ao teu lado....
Em meu corpo somente
A suavidade de suas mãos
Silenciosamente este sonho
A mais que parece
Nunca ter fim...

Gheysa Moura

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

QUEM ÉS?

QUEM ÉS?

Sinto sua chegada nas ondas do mar
Libertando-me da liberdade
Fecho os olhos para encontrar teu olhar.

Conheço sua alma desconhecendo
Tua calma e tua impaciência
Basta ouvir os teus passos na praia.

Não sei qual a magia que usas
Apenas vejo seu barco aportar
Fazendo-me correr ao teu encontro.

Mas tudo parece ter fim
As ondas encontram meu corpo
Levando o que resta de você em mim.

Gheysa Moura

sábado, 18 de setembro de 2010

REVELACIÓN


REVELACIÓN

El universo se expresa en palabras
Dentro de mi alma olvidada 
Las noches y los días son sólo
La materialización de silencio ...

Entre las hojas de papel blanco
Puedes ver mis ojos perdidos
Los márgenes de la reunión de las aguas
Llorando su propio fin ...

La verdad brilla en el espejo de cristal
Mientras máscaras en el escenario
Exaltar el destructor avances falsos
Noble tonto del la belle epoque

Mira el horizonte!
Hay una verdad oculta en
Las palabras de los jóvenes que creen en
El sueño de la libertad ...
 

Gheysa Moura

Heinz
, usted me inspiró este poema!
Gracias por su amistad!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

MEU CAIS





Meu Cais

Desliguei o mundo
agora só o vazio no fogo das paixões
escuto a risada do vento
que se vangloria de minhas lágrimas.
sinto o frio da brisa cortar minha
pele em mil pedaços e não sinto nada
a dor anestesiou minh'alma
no momento em que o barco partiu
para qualquer lugar aonde não
existe o meu olhar em direção ao horizonte.
a música do tempo já não existe
fica o silêncio de horas esquecidas
de um súbito amor no cais da solidão
e não importa nada, pois já sou o nada
no esquecimento do desejo tão ao meu
alcance e tão distante do real as margens 
da alegria somente o que sobrou da fotografia
traços de Nanquim que não se apagará
no meu cais agora apenas os cartões postais
da felicidade que não volta mais.

Gheysa Moura

Poema dedicado ao meu amigo Arnaldo Pimentel.

domingo, 22 de agosto de 2010

MENSURAÇÃO



Mensuração

Acordei sem rumo, tanta coisa em minha mente...
Quero fugir de mim, mas não sei abrir a porta
Solidão...
Já não sei o que sou, talvez uma heroína
Perdida entre lutas perdidas ou, quem sabe,
Uma ladra na ponte onde a lua ilumina o luto
Do velho palhaço...
Quero gritar, não consigo mais equilibrar-me
Nesta corda bamba!
Deve ser meu fim...
Não importa as lágrimas neste solo
A dor pungente é imensurável em meu olhar.
O show sempre tem que continuar
Ainda que não exista mais o chão.

Gheysa Moura

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

ENCONTRAR

ENCONTRAR

Não me espere ao anoitecer
Porque não vai me achar.
Não esqueça: a escuridão é meu algoz!
Sou o que sobrou da maldição
Do crepúsculo de nossa alma.
No momento em que o mar
Perder-se em mim
Encontrará o que nunca partiu
A equação perfeita que
Equilibra o tempo, sem destino
Ou compaixão com o vento.
Meu medo está a sete palmos
Que entra e vai embora sem sair.
Olhe as lágrimas do rio cristalizado
As dores esquecidas na esquina
Do entardecer observando o ponteiro
Que nunca marca nada.

Gheysa Moura

domingo, 1 de agosto de 2010

DEIXA PARTIR

Deixa Partir

Em meus olhos a dor transformada
Na saudade, no medo do amanhã
Mas é hora de deixar partir
Ainda que as palavras continuem
Indecifraveis no papel de seda
Nas linhas da nanquim as lembranças
Tristezas e alegrias que fazem a vida
Ter sentido...
Amanhã, no silêncio das horas
Sentirei o alento do seu olhar
Em minha juventude...
O relógio, contará as horas da
Brincadeira de menina que fez meus
Sonhos objetivo, esquecido, vivido
Lágrimas, risos, conflitos com um
Abraço resolvido ou esquecido...
Ouvirei sozinha seu conselho
Isso me fará lembrar de continuar...

Gheysa Moura

sábado, 24 de julho de 2010

PERDÃO AMOR

Perdão Amor

Vejo o céu que escureceu
Tudo foi como um vinho
Na última noite do ano
Melhor não falar...
O brilho dos fogos de artificio
Anunciaram que nada iria mudar
O próximo beijo ainda espera
Amanhecer na estação...
Quando perco a direção o
Mar socorre minha solidão
Enquanto amamento a dor
Da inexistência do ser
Se você não souber a resposta
Veja o infinito no seu olhar...
Plantou o nada as margens
Do tempo, perdão amor,
Mas nosso filho será sempre silêncio.

Gheysa Moura

sábado, 10 de julho de 2010

JARDIM

JARDIM

O que importa se o vento já não soprar
Se o tempo parou no dia sem adeus
Meus olhos petrificaram os minutos
Do seu silêncio para ser velado
Na noite do meu bem...
De nada adiantou a fuga da ilusão
Se o azul continua aqui
Marcando os ponteiros parados
No badalar dos sinos da catedral.
Embarco na carruagem fúnebre
Para viver a alegria da chuva
Lavando minha face e meu corpo
Fazendo florescer um jardim
Sob a cova do infinito...
Anda...
Não perca a hora do funeral!
Quero ver teus olhos no final
Quero ver se irá brotar dos olhos teus,
A luz da lágrima da verdade
Existindo ou sendo apenas o vinho...
Sinta o aroma do licor que sai
De meus lábios,
É o aroma do infinito,
Do prazer e da alegria
Perdida em lugar nenhum.
24h foi tempo insuficiente
Para ver o barco partir...


Gheysa Moura

sábado, 3 de julho de 2010

AGORA É TARDE













Agora é Tarde

Ao menos diga adeus quando partir
O vazio derrama lágrimas no alpendre
A solidão é como um compasso descompassado
Com gosto de infinito, onde músico
Encontra o sentido para a dor...

Se não quer olhar em meus olhos
Não insista em dizer: olá
Sua voz é uma arma letal
Pronta para destruir o que nunca construi...

Esqueça meu nome, meu telefone!

O tempo precisa levar você para longe
Onde a brisa do outono não pode trazer
Seu perfume  ao amanhecer...

Outrora escolheste deixar-me a dor...

Agora é tarde.

domingo, 27 de junho de 2010

FURTO

FURTO

Ah!

Onde foram parar?
A mim pertencia, não poderiam levar!!!

Agora fico assim, sem saber para onde ir
Quero andar mas não sei andar
Não sei falar, não posso ouvir...

Ai...

Quero gritar, mas somente o silêncio existe.

Por favor...

Eu imploro...

Não, não, não...

Por favor, não faça isso comigo!

Devolva-me!

Para que possa voltar a ser o que sempre fui!
 
--
Gheysa Daniele

quinta-feira, 24 de junho de 2010

AGORA O QUE EU FAÇO

Agora o que eu faço?

No lampejo do farol o aroma do adeus...

Adeus!

Já não sou a mesma...
A dor levou o sabor do dia com a brisa
Fria que vem do norte...

Caminhar, caminhar, caminhar...

Não importa o que vejo acima dos
Girassóis, isso não tem mais sentido
Agora que lanço meu corpo do
Penhasco das horas...

Mas minha mente agora é liberta
Longe dos grilhões da razão
Politicamente correta do entardecer
Agora, sou parte do nada...

Sou parte da angustia de quem não
Conheci, apenas por ser o fim
Das cores na tela do artista
Que sorri diante da escuridão...

Por favor, deixe-me agora!

Não quero ver a luz dos olhos
Teus que revelam a culpa
Existente do vazio em meio ao circo...

Não, não! 

Agora o que eu faço?
Saia de mim, para que
Possa descobrir a madrugada
Em mim...

Gheysa Moura

terça-feira, 22 de junho de 2010

AMOR IMPROVAVEL

Amor improvável

Sonho sonhado na corda bamba do artista
Um passo da loucura outro da razão
Que me fez esquecer a força da paixão
Mas não sou poesia, sou apenas menina.

Mas a luz do farol vai guiar sua nau
Na tempestade do tempo incerto
Enquanto espera o desabrochar das flores
No jardim cinza da cidade das cores.

Ó destino, sua crueldade é imperdoável
Num golpe de mestre, usa os anos para
Levar o amor para longe de mim!

Mas improvável aconteceu, apesar da distancia

Os anos me fez assim, emoção e razão
Trazendo o amor para perto de mim.

Gheysa Moura