Bem Vindo!

Ler é mais que decifrar códigos linguísticos...
É ver o que mais ninguém vê...
Ler é viver, é sonhar, é renascer
A cada amanhecer...
Ler é um encontro com a realidade dos sonhos
Descobrindo a cada segundo
Um mundo novo, escondido ao nosso redor...

domingo, 5 de agosto de 2012

NÃO POSSO SER POESIA

 Não Posso Ser Poesia


Queria continuar a escrever
Mas diante de tão imensurável dor
Esqueço as palavras e já não posso
Ser poesia...
Serei hoje ou ontem
Onde o vento perde-se no tempo
E já não posso sentir dor
Agora sou a onda que morre
Em espuma na praia do alvorecer
Para ser o céu em teu olhar
Onde encontro os meus sonhos
Ao anoitecer.
Que consome meus sentidos
Me fazendo livre em teu abraço
E do alto desta montanha
Lanço-me para a eternidade
Das rimas e da melodia
Sou o som e o silêncio
O acalanto que te faz adormecer
Em meu seio te faço crescer
Sou o sim e o não
Que te devora feito o dragão

Só não posso ser poesia...

(Gheysa Moura)
 

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O SOM DA ORQUESTRA

O Som da Orquestra

Agora que a morte me tirou para dançar está valsa no salão
Percebo quem reealmente sou...
Ou melhor... Quem nunca fui...
A cada nota desta valsa triste em minha lembraça
Os sorrisos e as lagrimas que me acompanharam
Ao longo desta canção...
Me detenho em minha infância...
Afinal quem disse que eu queria crescer?
Um tempo muito bom...
Apenas brincar e sonhar...
Um vago nestas notas melancolicas
Uma adolescencia cheia de responsabilidades
Nunca houve um adolescente...
Ela morreu junto com o primeiro amor...
Anos e anos caminhando para lugar nenhum...
Agora apenas a lira que perdeu-se no caminho
Enquanto a morte me faz companhia...
Neste compasso de silêncio...
Sinto o ar que deixa meus pulmões,
A lamparina aos poucos vai se apagando
Ao som do solitário violino...
Os timpanos desta orquestra
Soam nas batidas do meu fraco coração...
Não existe mais o som dos metais
Em em meus olhos...
O flautista que sempre sonhei encontrar
Um som que sempre amei...
O maestro com um movimento anuncia
O fim da valsa...
Esta valsinha triste que leva
Minh'alma em sua última execução...
A morte me deixou...
Agora escute o som da orquestra ao meu lado.

Gheysa Moura

domingo, 8 de julho de 2012

"Pergunte ao pó"

"Pergunte ao pó"

Em minha mente não há lógica gramatical
Sem inspiração não sei por onde andar
Sem eira nem beira ando para nunca chegar
Entre fios e placas o universo solitário
Encontrou o mar, mas onde ele foi morar?
Não sei... Pergunte ao pó da inspiração!

Gheysa Moura
 
Dedicado ao amigo Márcio Rufino.

domingo, 1 de julho de 2012

CASCATA

Cascata
 
Ah! Essas dores...
Cascatas de silêncio que se materializam na pena do poeta...
O desejo de vida e morte perdido nos vitrais da catedral de emoções...
Se podes... afasta de mim este cálice de dor e sangue...
Já não posso caminhar sozinha, preciso das suas rimas para ser poesia...

Gheysa Moura

sexta-feira, 29 de junho de 2012

MINHA PRISÃO

Minha Prisão

Não pense que desconheço minha prisão
Não sou santa, nem sou mundana...
Sou mulher com sonhos e desejos
Flores e medos...
Afasto-me do que chamas amor
Para não ver a dor no semblante do dia
Tenho consciência de estar presa nos
Labirintos da minha mente
Se o afastei foi para não
Tornar-lo um espinho em minha coroa
Não posso ter o que já pertence a
Outro jardim...
Meu flagelo é olhar minha imagem
Refletida em seus olhos todos os dias
E negar a vontade de entregar-me
Em teus braços...
O poeta é minha sina, minha alegria
E minha perdição.

Gheysa Moura

sexta-feira, 15 de junho de 2012

ALUCINAÇÃO

ALUCINAÇÃO

Não importa o que irão falar sobre mim
Sou livre para sentir
E você também deve ser...
Esqueça o amanhã antes que a
Hora morta chegue ao fim
Sinta o toque das minhas mãos
E voe sobre as cordilheiras do desejo...
Não tente controlar o incontrolavel
Deixe que seu corpo responda
A pergunta da razão...
Amanhã quero acordar nos
Braços da loucura
Para ser feliz desde sempre...
Olhe no espelho...
Estou em seu olhar
E você está na lagrima que
Responde a minha razão...
E o que importa...
Eu quero sentir teu sabor
Ao ritmo da bateria do Metallica...
Hoje, amanhã... apenas lágrimas
Morra então, porque não tenho medo
Do amanhã!
Vivo hoje!
O que importa é o agora
Se estará comigo ou não
A decisão é sua
Apenas abrirei os braços
E do alto do penhasco
Viverei a alegria do seu abraço
E não importa a lágrima
O seu beijo me levará
Ao sono da eternidade.

--
Gheysa Daniele

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Escolha

O mundo em suas muitas voltas
nos apresenta realidades questinaveis
e sentimentos duvidosos...
Nessa perspectiva o certo e o errado
parece não ter definição
Não existe chão, apenas o cinza do nada
perdido na escolha do caminho para o
amanhã...


Gheysa Moura

CLARÃO

Clarão

Seu olhar surgiu como um clarão
expulsando as trevas dos corredores
de minh'alma...
Uma certeza incerta de um tempo
que se diz ausente, mas reclama
a possibilidade em algum lugar...
Talvez na estação sem limites da
contra-mão da história
Onde a orquestra executará a sinfonia
da verdade dos teus lábio
em um segundo de eternidade...
As trevas será apenas um detalhe perdido
na fita de cetim que o vento leva
pelos labirintos da vida...
Quanto a mim que outrora quase fui feliz
adormecerei protegida por seu abraço.

Gheysa Moura

Pensamentos da Manhã

O cinza do dia me fez perceber que ao meu lado esta somente a solidão
Tudo que eu tenho não posso sentir, mas é onde posso desabar e ser apenas eu...


Sorria quando nada mais existir,
pois a lágrima que passear em sua face
ao encontrar seu sorriso, fará a vida
renascer ao som da canção celestial
da sua alma...


Na tela vazia do artista posso ver os anéis de Saturno
escondido nas lágrimas do escuro...


O cinza é tão real que posso tocar em seu medo
enterra-lo aos pés do absurdo e
no flerte eterno dos transeuntis permite-se
que seja tatuado os sonhos perdidos no tempo vadio...


Se não há concordância nas horas
nos detalhes imperfeitos da realidade repousa o 
celamim de quem espera o travador perdido...


As vezes sentimos uma dor imensuravel impedir nosso caminhar
mas o vento nos ajuda a mentir essa dor...
O mundo então gira devagar para que
os sonhos possam ser decifrados pelo tempo e a dor
se torna apenas uma lembrança...


Gheysa Moura

Pensamentos

Embora o dia seja langoroso
O calor do sol sempre irá nos envolver
Renovando a esperança de um dia bom...




Não existe distância que apague as lembranças de um tempo bom
Não existe distância que faça os jovens deixarem de sonhar
Não existe distância impedindo o barco de voltar...
Portanto, a saudade é apenas o tempo mostrando a distância
que perto ou longe as pessoas podem se harmonizar...



Ainda que as águas da chuva leve as lembranças
a desaguar no Negro, o tempo se torna infinito no
sedutor olhar da imensidão...



Por entre as brumas posso ver a luz do seu olhar
E no chão de barro batido as marcas de um tempo
que logo vai passar...



Contemplando o amanhecer langoroso
Tento mensurar um sentimento despretensioso
Que agora decidiu não seguir para o mar...
Vou esperar o tempo anunciar o fim
Quem sabe nesse dia esteja pronta para recomeçar...



Queria eu ter o dom dos poetas para saber 
traduzir o silêncio em palavras, compreender um olhar
e ler as entrelinhas da alma...
Saber descrever o universo que há em seu olhar 
e transformar em música a emoção de estar ao seu lado,
Ainda que os rios pareçam distantes, as palavras sempre
dizem o contrário...


Gheysa Moura


sábado, 26 de maio de 2012

SAUDADE

Saudade 
Meus versos sempre serão seus
ainda que apenas traduzam o vazio
de minh'alma...
Serei uma sombra que irá protege-lo
em dias quentes a margem do rio
com o único proposito de perder-me
nos Lençóis Maranhenses...
No jardim ainda está as lágrimas da fada 
que escolheu fenecer nos braços do Elfo, 
a espera do dia em que o teu beijo 
devolverá o folego da vida...
 
Gheysa Moura

A RUA

A Rua

Olhando o movimento da rua observo 
o quadro desenhado pela natureza
a beleza do céu multicolorido
beijando a escuridão do rio
que ignora os limites cinzas do homem...
Sentindo a brisa suave ao entardecer
do êxtase do sorriso infantil
que ignora o medo e torna-se
herói de uma revolução silenciosa...
A chuva fina leva os problemas do dia
anunciando um novo amanhã
enquanto se tenta voltar para casa...
Mas o coletivo não vai esperar vazio
para que se possas apreciar 
a magia do olhar apaixonado
na Praça da Saudade
Esse sentimento ficou perdido
em algum lugar do ontem...

Gheysa Moura

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Existir



Existir

Essa madrugada procurei os segundos
Que outrora ecoavam no alpendre
Entre as fitas do vazio de minh'alma
Perguntas sem respostas no contexto
Mecanicista dos sentimentos
Insólitos que repousam em meu amanhecer
Reclamam a minha louca verdade
Mas desconhem que
Não há certo e nem errado
Apenas o incerto entre o mar 
E o brilho do entardecer
O mais estranho é que o relógio
Parou para esperar minha decisão
Pobre tempo já decidi não seguir
A menos que você permita 
Em teu abraço o meu
Existir...

Gheysa Moura

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

ALMA

Alma

Ao amanhecer senti a chuva afagar minha face
Apagando as lágrimas do adeus
Lembrei-me de momentos jamais vividos,
Enquanto a lâmina do vazio transpassava meu peito
Procurei a proteção de seu olhar entre os transentes da rua,
Ainda que a proteção do seu leito nunca tenha existido...
Das casas ecoava a canção de um tempo
perdido entre as madrugadas,
E na brisa do amanhecer transcrita para eternidade.

Gheysa Moura

sábado, 15 de outubro de 2011

RETRATO DO MAR

Retrato do Mar

Revendo as lembranças de outrora
Encontrei o retrato do horizonte
Espelhado em seu olhar
Pouco antes de você jogar-se ao mar...
Me disse amar, mas não sei se a mim ou ao mar...
No retrato do seu sorriso
A eternidade sereníssima de um dia comum
Que me trouxe alegria de horas perdidas
Entre os ponteiros do relógio inexistente
E tudo que lembro daquele dia
É do som das ondas do mar quebrando em mim
Mas que neste retrato do mar você não pode ouvir.

Gheysa Moura

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

CARO AMIGO

Caro Amigo

Neste outono verde do Rio Negro
Esqueço o tempo no tempo
Sinta a melodia da brisa noturna
E deixe seu corpo uni-se ao meu
Na suavidade da dança
De caros amigos distantes
Que se tocam sob o luar...
Nenhuma palavra, apenas
O olhar revelador da verdade
Perdido no contra-tempo
Onde tudo se torna nada
E o dia é apenas um motivo
Para o violino derramar suas lágrimas...
A mágia de décadas enamoradas
Que pode ser apenas essa noite
Ou a vida inteira...
Na suavidade do diálogo entre o
Violoncelo e o contra-baixo
As notas agudas do piano
Leva e me faz voar com os pés no chão
E encontro o acalanto de minh'alma
Em seus braços nada parece ter fim
Pois a melodia de tua alma
Transpassar meu corpo
Inebriando minha razão
Sinto a suavidade de seus lábios
Já não existe o mundo
A música continua conspirando
Para vivermos eternamente
Ainda que o próximo compasso
Seja de pausas infinitas...

Gheysa Moura

domingo, 18 de setembro de 2011

VOCÊ

Você


Não sei exatamente quando começou...
Talvez uma brincadeira que virou verdade
Sem saber o que é verdade...
A única coisa que tenho certeza
É que respeito, embora deseje seu calor
Tenho vontade de invadir sua vida
Tenho vontade de morrer de prazer em seus braços
Quero saber qual o sabor do seu beijo
Quero acordar ao seu lado a cada amanhecer...
Mas não posso!
...
Não posso mais ser protagonista da sua história...



Gheysa Moura

terça-feira, 6 de setembro de 2011

CAMINHO

Caminho

Talvez não consiga caminhar
Ou quem sabe, para sempre
Ei de caminhar no vazio...

Embora tudo esteja escuro
Estou bem, pois é isso que
Desejas ouvir de minha
Boca amargurada....

Sim, estou bem apesar
Do nada... apesar de tudo....

Ao meu lado apenas o
tenebroso sopro do vazio
Onde minhas lágrimas
Irão misturar-se as lágrimas
Do céu, que lhe viu partir....

Consigo levou sonhos e risos.

Gheysa Moura

domingo, 21 de agosto de 2011

INSTINTO

Instinto

No horizonte, apenas a representação
Sufocante de sentimentos enlouquecedores
Que transpassam minh'alma...

Nas Cordilheiras Andinas resta apenas
O vento que traz o aroma do desejo
Que exala do seu corpo inebriando o ar...

Nas canções do tempo contemplo
As horas infinitas em que sinto
Sem sentir a suavidade de suas mãos...

Segredos guardados
A razão detêm meus lábios 
Para não cometer o crime...

Já não sei respirar, 
Já não posso caminhar!

Minha pele é consumida pouco a pouco
Sempre que o encontro
No movimento do corredor noturno
Resistindo aos meus instintos...


Gheysa Moura

sábado, 20 de agosto de 2011

Palavras Perdidas

Palavras Perdidas


Quero escrever mas me faltam palavras...

Não sei o que aconteceu
Derrepente deixei de respirar
O clima seco desse verde
Anuncia o fim...

Penso em mim,
Pensando em você...

De nada adianta,  não sei dizer
O que guardo em meu peito
Meu olhar ficou mudo diante
Do abandono...
Apenas palavras perdidas...

Agora... não sei o que escrever...

Gheysa Moura