Bem Vindo!

Ler é mais que decifrar códigos linguísticos...
É ver o que mais ninguém vê...
Ler é viver, é sonhar, é renascer
A cada amanhecer...
Ler é um encontro com a realidade dos sonhos
Descobrindo a cada segundo
Um mundo novo, escondido ao nosso redor...

sábado, 16 de janeiro de 2010

REMORSO

Remorso



Como podes dizer confuso o som do
Relógio do tempo que faz do silêncio
O moinho do destino que desfaz o
Não que prende tuas mãos no vazio.

Como podes julgar-me ausente
Se sou a sombra onde podes abrigar-se
Do sol e recuperar as forças para continuar a
Lida neste inferno salobro em que te faço
Belicoso para enfrentar o desconhecido.




Ah! Como podes querer negar-me teu afeto
Se a chuva que te lava alma são as lágrimas
Do alvorecer dos olhos meus que alimentam
A terra em que floresce o vale verde onde
Podes escrever rimas ao entardecer.

Tuas lágrimas são punhais que transpassam
Minh'alma neste campo verdejante
Em que morro a cada instante para que vivas
Teus sonhos de menino.

Menino alegre, menino travesso que um dia
Encontrei na janela do anoitecer e
Sorrindo busquei no menestrel a ternura
De seu olhar e, sem medo desejei os lábios beijar.

Mas se prefere assim...
Das suas palavras farei minha mortalha
Sim, suas frias palavras que mataram
Os azuis serão tudo que terei.