Bem Vindo!

Ler é mais que decifrar códigos linguísticos...
É ver o que mais ninguém vê...
Ler é viver, é sonhar, é renascer
A cada amanhecer...
Ler é um encontro com a realidade dos sonhos
Descobrindo a cada segundo
Um mundo novo, escondido ao nosso redor...

sábado, 1 de março de 2014

NÃO PODE SER ADEUS

Não Pode ser Adeus


Sentindo o vento desalinhar meus cabelos

Observo a despedida do amor fraternal
Ao longe a cumplicidade da lágrima
Gritava a dor pungente de quem fica...
Interrompe-se o caminhar...
A solidão se materializa em seu olhar
Enquanto o vento desalinha a esperança
Ironicamente o mesmo vento que traz a certeza da eternidade.
Será que um dia o barco retornará?
O adeus precisa trazer o sorriso de outrora, mas se isso parecer impossível...
Estarei aqui, as margens do rio a espera do infinito.


A calmaria do mar ou as tormentas?

Ainda não sei qual delas que faz nascer as belas poesias de outrora...
Falta rimas, liras, paixões...
Me fiz mar para minh'alma reencontrar.
Onde estão os poetas do mar?


Sejamos o maremoto a destruir a tristeza

Trazendo a imponência das palavras
Para acordar o Poseidon e inundar o universo com a loucura dos versos...


Sorriso que outrora esquecido...

Eu que jurei não mais sonhar, fui surpreendida por seu acalanto
Desfrutando da minha dor fazendo o girassol nascer em seu olhar
Sem medo de errar abri os olhos a espera do tempo que virá


O menestrel me levou por ondas imprevistas...

Em meu lenimento encontrei acalanto no coração do solitário velejador...

Quem sabe a próxima maré nos traga de volta a inspiração do primeiro amor...
Ah...
As margens da praia espero calmamente o dia em que Morpheus irá voltar...

Gheysa Moura