
Nada deve ser levado com a madrugada finda
A luz do alvorecer traz a esperança da caminhada.
Embarco nesta fragata que me levará em direção
Ao mar de incertezas, cheias de certeza e paz
Não importa para qual porto está partindo!
Importa o que sinto ao ver o brilho do desconhecido
Iluminado pelo sol do olhar do capitão
Quanto mistério no límpido rio que corta
A tranquilidade da solidão!
Solidão que outrora acompanhava meus passos
No deserto da noite...
Agora é chegada a hora de partir!
É chegada o momento de descobrir o infinito
Sem sair do lugar!
Para que embarcar para outro lugar?
Se nos olhos do dia descubro os meus olhos e,
Nos olhos desse mesmo dia vejo-me refletida!
Insano relógio que grita o em meus ouvidos:
O tempo termina!
Como pode o tempo terminar se o destino
Apenas começou a caminhar!
Ingrato candeeiro!
Tu és o culpado, iluminando a madrugada
Por apenas dez minutos...
Um tempo eterno para quem quer dormir
Um tempo curto para quem não quer chegar ao fim...
Abra os olhos!
O sol já se faz presente, a fragata continua sua
Jornada...
A mim cabe descobir onde deverei aportar.
Gheysa Moura
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